3 Vestindo o seu Poder: Osho
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domingo, 8 de junho de 2014

Meditação da dança


OSHO NATARAJ MEDITAÇÃONataraj é a energia da dança. Esta é a dança como uma meditação total, onde toda a divisão interna desaparece e uma sutil, consciência relaxada permanece.

"Esqueça o dançarino, o centro do ego; torne-se a dança. Essa é a meditação. Dance tão profundamente que você esquece completamente que você está dançando e comece a sentir que você é a dança. A divisão deve desaparecer; então torna-se uma meditação.

Se a divisão está lá, então é um exercício: bom, saudável, mas não pode ser dito como espiritual É apenas uma simples dança A dança é boa em si mesma ─ tanto quanto é bom o que vem depois ─ você vai se sentir bem, jovem. Mas ainda não é meditação. O dançarino deve ir, até que somente a dança continua. Não fique de lado, não seja apenas um observador. Participe!

Deixe a dança fluir à sua própria maneira. Não a force, antes siga-a, permita-a. Mantenha a disposição de festa. Você não está a fazer algo muito sério, está a divertir-se, a divertir-se com a sua energia vital, com a sua bionergia, permitindo que ela se movimente por si mesma. Assim como o vento sopra e o rio flui, você sopra e flui, Sinta-o.

E seja sempre brincalhão Lembre-se sempre da palavra brincalhão -. Comigo é muito básico." Osho

Instruções:
A meditação tem três estágios, com duração total de 65 minutos.

Primeira Fase: 40 minutos
Com os olhos fechados, dance como se estivesse possuído. Deixe seu inconsciente assumir o controle totalmente. Não controle seus movimentos ou testemunhar o que está acontecendo. Basta estar totalmente na dança.

Segunda etapa: 20 minutos
Mantendo os olhos fechados, deite-se imediatamente. Fique em silêncio e imóvel.

Terceiro Estágio: 5 minutos
Dance em comemoração e desfrute.

Acho que muitas músicas podem servir para fazer esta meditação. Músicas que nos sejam agradáveis, que nos faça esquecer de todo o que não nos serve e nos conduza a um estado de entrega total ao momento. Tenha bom senso ao escolher a música.
Acredito que alguns tipos de música e ritmos por mais que gostamos, não vão nos levar ao efeito desejado desta prática, mas eu digo a vocês que em muitos dias quando estiverem querendo se afastar daquilo que não nos faz bem, colocar suas canções favoritas e dançar sem medos, sem pensar em nada, apenas sentindo a melodia, as notas, em toda a sua plenitude, renova a energia de verdade.
Fica a dica. Aperte o play e apenas divirta-se e... medite!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Três fases da mente e a meditação


Associação:
O pensamento comum, é o estado natural de nossa mente, é o pensar associativo, um pensamento leva a outro, sem qualquer direção de sua parte. O pensamento o leva por si a outro por causa da associação.
Você vê um cachorro atravessando a rua: no momento em que o vê, sua mente começa a pensar em cachorros. O cão o conduz, então, a mente faz muitas associações. Quando você era criança, tinha medo de um cão em particular. Esse cão vem em sua mente e sua infância também. Então os cães são esquecidos. E, apenas por associação, você começa a relembrar a infância, depois a infância continua ligada à outras coisas, e você se move em círculos.
Quando você estiver relaxado, tente voltar seus pensamentos para onde eles nasceram. Volte, volte os passos. Então verá que estava presente outro pensamento que o levou a este. E eles não estão relacionados logicamente, porque, como pode um cachorro, na rua, estar ligado à sua infância?
Não existe conexão lógica, apenas uma associação na mente -. Se eu tivesse cruzado a rua, o mesmo cachorro não me levaria à infância. Levaria à outra coisa qualquer. Em uma terceira pessoa levaria a outra coisa ainda. Todo mundo tem elos associativos na mente, em qualquer corrente, qualquer acontecimento, qualquer acidente o leva à corrente. Então a mente começa a funcionar como um computador. E
uma coisa leva à outra, outra leva ainda à outra e você fica assim, o dia todo fazendo isso.
Contemplação:
O pensamento torna-se contemplação, quando não acontece através da associação, mas é dirigido. Você está trabalhando em um problema particular e isola todas as associações. Você trata apenas daquele problema, você direciona sua mente. A mente tentará novamente escapar, por qualquer outro lado, para alguma associação. Você corta todos os atalhos. Dirige sua mente em apenas uma via.
- Um poeta contempla uma flor, então o mundo todo é suprimido e apenas essa flor e o poeta permanecem, e ele se move com a flor. Muitas coisas paralelas o atrairão. Mas ele não permitirá que sua mente se desvie. A mente se move em uma linha única, dirigida. Isso é a contemplação.
Concentração:
Concentrar-se é permanecer em um só ponto. Não é contemplação. Não é pensar, não é contemplar. Na verdade é estar em um só ponto, sem permitir que a mente se mova. No pensar, a mente se move como uma louca, no pensar comum. Na contemplação, o louco é conduzido, dirigido, não pode escapar para lugar nenhum. Na concentração a mente não tem permissão para mover-se, só pode ficar em um só ponto. A energia inteira, o movimento inteiro pára, fixa-se em um só ponto.
Meditação:
No pensar comum, a mente tem permissão para se mover para qualquer lugar; na contemplação, apenas para uma direção, todas as outras são eliminadas; na concentração, não tem permissão para mover-se nem mesmo em uma única direção. Pode-se concentrar em apenas um ponto. E na meditação, a mente nem é permitida. Meditação é “não mente”. Esses são os quatro estágios, pensamento comum, contemplação, concentração e meditação.
Meditação significa não mente, nem mesmo a concentração é permitida. A própria mente não tem licença para existir. Por isso é que a meditação não pode ser percebida pela mente. Até a meditação a mente tem acesso, um acesso aproximado. A mente é capaz de compreender a concentração. Mas não pode compreender a meditação. Na verdade, nela, a mente não é permitida de modo algum. Na concentração, a mente tem licença para existir num ponto único. Na meditação até mesmo esse ponto é retirado. No pensar comum, todas as direções estão abertas; na contemplação, apenas uma; na concentração, apenas um ponto está aberto, nenhuma direção; na meditação, até mesmo esse ponto não fica aberto, a mente não tem permissão para existir. O pensar comum é o estado de mente normal, a meditação é a possibilidade mais alta. A mais baixa o pensar comum, a associação; e a mais alta é a meditação - a não mente.
Como pode estados mentais auxiliar à chegar ao estado de não mente?
Você diminui sua mente aos poucos. É como se retirasse o móvel de uma sala, um espaço é criado aí, se você tirar mais móveis, mais espaço é criado. Então você retira todos os móveis, a sala toda se tornará espaço. Na verdade o espaço não foi criado pela retirada dos móveis, o espaço já estava aí: só que estava ocupado pelos móveis, quando você retira os móveis, nenhum espaço entra vindo de fora. Você retirou a mobília e o espaço foi recuperado, reivindicado. Bem no fundo, a mente é um espaço ocupado, repleta de pensamentos. Se você retira alguns pensamentos, o espaço é criado, ou descoberto, recuperado. Se continuar removendo seus pensamentos, aos poucos irá recuperando seu espaço. Esse espaço é a meditação.
É natural a mente querer nos dominar seguir sua própria direção, porém se desejamos alcançar a meditação, necessitamos discipliná-la, durante a contemplação ela tentará fugir muitas vezes, quando ela fugir, traga-a de volta, quantas vezes for necessário; na concentração também; no entanto, se persistirmos, ela se habituará à contemplação e à concentração e então a meditação surge.

OSHO, O Livro dos Segredos e Portal da Harmonia, Manual Prático de Meditação de João Fialho Neto

sexta-feira, 4 de abril de 2014

As regras da maioria, por OSHO


Evite esses hipócritas que decidem por você. Tome as rédeas nas suas mãos. Você tem que decidir. Na verdade, é nesse próprio ato de decisão que a sua alma nasce. Quando os outros decidem por você, sua alma continua adormecida e obtusa. Quando você começa a decidir por si próprio, passa a ter perspicácia.

A verdade não é democrática. Não é através de votos que se decide o que é verdadeiro. Caso contrário, nunca chegaríamos a verdade alguma. As pessoas votarão pelo que é mais confortável — e as mentiras são muito confortáveis, porque você não tem que fazer nada em relação a elas, só acreditar. A verdade exige grande esforço, descoberta, risco. E é preciso que você trilhe sozinho um caminho que ninguém percorreu antes.

A maioria se compõe de idiotas, completos idiotas. Cuidado com a maioria. Se tantas pessoas estão seguindo alguma coisa, isso já e prova suficiente de que ela está errada. A verdade acontece a indivíduos, não a multidões.

O homem nasce como uma semente: ele pode se tornar uma flor ou não. Tudo depende de você, do que faz consigo mesmo. Tudo depende do fato de crescer ou não. A escolha é sua — e essa escolha tem que ser feita a todo momento. A todo momento você se encontra em uma encruzilhada.

Sempre que você explora seu potencial, se torna o melhor. Sempre que se desvia dele, continua medíocre. Toda a sociedade se compõe de pessoas medíocres por uma simples razão: ninguém é o que se destinava a ser — é alguma coisa diferente.

Sua mente está sempre perguntando: "Por quê? Para quê?" E qualquer coisa que não tenha resposta para a pergunta "para quê" aos poucos passa a não ter valor para você. E assim que o amor passou a não ter valor. Para que serve o amor? Aonde ele leva você? O que se pode conseguir com ele? Ele vai levá-lo a algum tipo de utopia, a algum paraíso?
 É claro que, pensando assim, o amor não tem qualquer sentido. Ele é sem sentido.
Qual é o sentido da beleza? Você contempla o pôr-do-sol e ficamaravilhado. E tão lindo... Mas um idiota qualquer pode vir e perguntar: "Qual o sentido disso tudo?" E você fica sem resposta. Se não existe sentido algum, então por que fazer tanto alarde sobre a beleza?
Uma flor, um quadro, uma música ou uma poesia bonita — eles não têm qualquer sentido. Não são argumentos para se provar nada nem são meios para se atingir um fim. E viver consiste somente nessas coisas que não têm sentido algum.
Deixe-me repetir: viver consiste somente nessas coisas que não têm absolutamente sentido, que não têm significado algum — significado no sentido de não ter objetivo, de não levar você a lugar algum, de não o fazer ganhar nada com elas.
Em outras palavras, viver é significativo por si mesmo.

Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva. Em vez disso, divirta-se! Não analise, celebre!

Livro Faça seu coração vibrar, OSHO




segunda-feira, 3 de março de 2014

Livro Vida, Amor e Riso


O homem é uma busca, uma eterna inquirição, uma pergunta perene. A busca é pela energia que mantém a existência interligada — chame-a de Deus, chame-a de verdade, chame-a de como você queira chamar. O que mantém essa existência infinita interligada? Qual é o centro disso tudo, o cerne disso tudo?
Ciência, filosofia, religião, todas fazem a mesma pergunta. As respostas podem diferir, mas a pergunta é a mesma. A religião chama essa energia de “Deus”. Os cientistas não concordarão com a palavra “deus”; parece pessoal demais. Eles a chamam de eletricidade, magnetismo, campo energético, mas apenas o nome é diferente. Deus é um campo de energia.
Os filósofos vão dando nomes diferentes: estrato supremo, o absoluto, Brahma. Algumas vezes, alguns filósofos dizem que ela é água, liquidez; algumas vezes alguém diz que é fogo — mas a busca tem sido eterna. “O que mantém este universo infinito junto?”
Os místicos da Índia antiga, conhecidos como bauls, chamam-na de amor — e para mim, a resposta deles parece ser a mais pertinente. Ela não é pessoal nem impessoal. Ela tem algo de Deus e algo de magnetismo também. Algo do divino e algo da terra.
O amor tem duas faces. É semelhante a Janus: uma face é voltada para a terra e a outra é voltada para o céu. É a maior síntese concebível: ele vem da luxuria e se move em direção à oração; ele nasce do lodo e se torna um loto que olha de frente para o sol.
A palavra “amor” tem de ser compreendida. O que queremos dizer por “amor”? Uma coisa que certamente queremos todos dizer é que ele tem uma atração em si, uma grande energia. Quando você se apaixona, não é que você faça algo — você é puxado para dentro do amor. Ele possui uma foca magnética. Você gravita em direção ao objeto do seu amor, você gravita quase sem querer, você gravita até contra a sua vontade. Há um puxão, um campo magnético — por isso dizemos “cair de amor”. Quem quer cair? Mas quem pode evitar? Quando a energia o chama, de repente você já não é mais seu velho eu. Algo mais vasto do que você o está puxando; algo maior que você o está invocando. O desafio é tal que simplesmente a pessoa se precipita em direção a ele arrebatadamente.

Deixe o amor ser sua oração do livro Vida, Amor e Riso- Osho


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Os 10 mandamentos de Osho


 Em 1970 perguntaram a Osho  pelos   seus 10   mandamentos. Esta foi sua resposta:

Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de       mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:

     1. Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
     2. O único Deus é a própria vida.
     3. A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
     4. O amor é a oração.
     5. O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
     6. A vida é aqui e agora.
     7. Viva completamente acordado.
     8. Não nade, flutue.
     9. Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
     10. Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.

Fonte: www.humaniversidade.com.br/boletins/10_mandamentos_osho.htm

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Arte de Comer, por Osho


Sempre quando você está fazendo alguma coisa com o coração dividido, isso se prolonga. Se você está sentado na sua mesa comendo, e se você come somente com parte do coração sua fome permanece, desse modo você irá continuar a pensar sobre comida pelo resto do dia. Você pode tentar jejuar, você verá: você irá pensar continuamente em comida. Porém, se você comeu bem – e quando digo comer bem, não quero dizer somente que você encheu seu estômago. Então não é necessariamente assim que você tenha comido bem. Você pode ter se empanturrado. Contudo, comer bem é uma arte. Não é somente encher. É uma grande arte: saborear a comida, cheirar a comida, tocar na comida, mastigar a comida, digerir a comida, e digeri-la como se divina. Ela é divina; é um presente do divino.

Os Hindus dizem, Anam Brahma comida é divina. Assim, você come com grande respeito, e enquanto come você se esquece de tudo, porque isso é uma oração. É uma oração existencial. Você está comendo o divino e o divino lhe dará nutrição. É um presente a ser aceito com um profundo amor e gratidão. E você não enche o corpo, porque encher o corpo é ser anticorpo. É o outro pólo. Existem pessoas que estão obcecadas com o jejum e existem pessoas que estão obcecadas para se encher de comida. Ambas estão erradas porque de ambas as maneiras o corpo perde o equilíbrio.

Um amante do corpo verdadeiro come somente até o ponto onde o corpo se sente perfeitamente quieto, equilibrado, tranqüilo; onde o corpo não se sente inclinado nem para a direita nem para a esquerda, mas bem no meio. É uma arte compreender a linguagem do corpo, entender a linguagem de seu estômago, entender o que é necessário, dar somente o que é necessário, e fazer isso de uma maneira artística, de uma maneira estética.

Os animais comem, o homem come. Então qual é a diferença? O homem faz uma grande experiência estética no comer. Qual o sentido de ter uma bela mesa de jantar? Qual é o sentido de ter velas acesas lá? Qual é o sentido do incenso? Qual o sentido de pedir aos amigos para vir e participar? É para fazer disso uma arte, não somente encher o estômago. Mas esses são sinais externos da arte; os sinais internos são compreender a linguagem de seu corpo: escutá-lo, ser sensível para com as necessidades dele. E assim você come, e então, por todo o dia, você não se lembrará de comida de jeito nenhum. Apenas quando o corpo estiver novamente faminto a lembrança voltará.

Osho, Extraído de: The Beloved- fonte Site Comunidade Multi Ajuda, www.multiajuda.com.br


sábado, 16 de novembro de 2013

Meditação diária


Você vem para este mundo exatamente como um livro não escrito,cheio de páginas em branco.
Você tem que escrever o seu destino. Não há ninguém que esteja escrevendo o seu destino. E quem escreveria? E como? E para quê?
Você vem para este mundo apenas como uma potencialidade em aberto — uma potencialidade multidimensional.
Você tem que escrever o seu destino, tem que criar o seu destino. Você tem que se tornar você mesmo.
Você não nasceu com um "eu" pronto. Você nasceu apenas como uma semente — e também pode morrer assim como uma semente, mas também pode se tornar uma flor, pode se tornar uma árvore. ( Osho)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Faça seu coração vibrar (2): OSHO

Com uma vida tão curta, com uma fonte de energia tão pequena, é simplesmente estupidez desperdiçá-la com tristeza, com raiva, com ódio, com ciúme. Aproveite a vida com amor, aproveite-a fazendo algo criativo, com amizade, com meditação. Faça com a sua energia algo que o eleve. E quanto mais alto for, mais fontes de energia estarão disponíveis para você. No ponto mais elevado da consciência, você é quase um deus.

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A pessoa que nunca fica com raiva e que vive controlando sua raiva é muito perigosa. Cuidado com ela: ela pode matar você. Se seu amigo nunca fica com raiva, denuncie-o à polícia! Alguém que às vezes fica com raiva é um ser humano natural, não há por que se preocupar com isso. Mas a pessoa que nunca fica com raiva um dia, de repente, pulará no seu pescoço e estrangulará você! Ela fará isso como se estivesse possuída.

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O mais belo momento da vida de uma pessoa é quando não há nem confusão nem certeza. Ela simplesmente é. Um espelho refletindo aquilo que é, sem nenhuma direção, indo para lugar algum, sem ideia de fazer algo, sem nenhum futuro, só absolutamente no presente, intensamente no presente.

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Essa tentação da mente de reduzir toda maravilha, todo mistério, a uma pergunta é pautada basicamente pelo medo. Temos receio do que é extraordinário na vida, desta incrível existência. Estamos amedrontados. Por causa desse medo, criamos alguns pequenos conhecimentos à nossa volta como uma proteção, como uma armadura, uma defesa.
Só os covardes reduzem a meras perguntas a capacidade incrivelmente valiosa de se maravilhar. A pessoa realmente valente, corajosa, deixa as coisas como são. Em vez de transformar a maravilha em uma pergunta, ela mergulha no mistério. Em vez de tentar controlá-lo, ela deixa que o mistério a possua.

sábado, 11 de maio de 2013

Faça seu coração vibrar - OSHO



Ser curioso é bom porque é assim que começa a jornada de questionamento da vida. Mas se você não for além dessa curiosidade, não haverá qualquer intensidade nisso. Talvez só pule de curiosidade em curiosidade como um barco à deriva, seguindo ao sabor das ondas, sem nunca ancorar em algum lugar.
A curiosidade é um bom ponto de partida, mas depois é preciso ficar mais passional. E preciso fazer da vida uma busca, não apenas uma curiosidade.
E o que eu quero dizer quando falo que é preciso fazer de sua vida uma busca? São muitas as perguntas, mas a busca é uma só.
Quando uma pergunta se torna tão importante que você se dispõe a sacrificar a própria vida por ela, então ela é uma busca. Quando uma pergunta tem tamanha importância, tamanho significado que você pode arriscar e apostar tudo o que tem, então ela se torna uma busca.

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Ser como todo mundo significa fazer parte de todo tipo de mentira que a sociedade chama de etiqueta, de boas maneiras. A razão é clara porque as pessoas falam sobre a verdade e ainda vivem em um mundo de mentiras. O coração delas anseia pela verdade. Elas têm vergonha de si mesmas por não serem verdadeiras, então falam sobre a verdade. Mas isso não passa de mera conversa. Viver de acordo com a verdade é perigoso demais — elas não pedem se arriscar.
E o mesmo acontece com a liberdade. Da boca para fora, todo mundo quer liberdade, mas ninguém é livre de fato e ninguém quer realmente ser livre, porque a liberdade traz responsabilidade. Ela não vem sozinha.

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Treinar a mente para a concentração é muito difícil: ela se revolta e continua a recair em antigos hábitos. Você a segura novamente e ela escapa. Você a leva para o assunto no qual estava concentrado e, de repente, descobre que ela está pensando em outra coisa — já até esqueceu em que estava concentrado. Não é uma tarefa fácil.
Mas colocá-la de lado é algo extremamente fácil — não é nada complicado. Tudo o que você tem que fazer é observar. Seja o que for que esteja passando na sua cabeça, não interfira, não tente detê-la, Não faça nada: qualquer coisa que fizer vai virar uma disciplina.
Então não faça absolutamente nada. Só observe.
O que há de mais estranho sobre a mente é que, se você se tornar um observador, ela começa a desaparecer. Assim como a luz dispersa a escuridão, a atenção plena dispersa a mente, seus pensamentos, toda a sua parafernália.

Trechos do livro Faça seu coração vibrar, mestre Osho