3 Vestindo o seu Poder: Simbolismos
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Egrégoras


Egrégora, pode ser definida como uma força espiritual originada da união de duas ou mais pessoas vibrando numa mesma sintonia por um mesmo ideal, objetivo, finalidade. Um campo de energia criado a partir das vibrações energéticas deste grupo.
Todo tipo de grupo possui sua egrégora, seja uma igreja, uma empresa, um clube, uma associação de moradores; em todos os agrupamentos humanos as energias físicas, mentais e emocionais emitidas dos seus integrantes se unem, formando um padrão, influenciando o meio ao seu redor.
De acordo com a definição do professor Adhemar Ramos, um muito apreciado professor de Teosofia, a egrégora é criada por pensamentos e sentimentos que é continuamente alimentada pelas mentalizações e energias psíquicas, adquirindo assim uma vida e elas são muito poderosas e longas quando criadas por pensamentos e sentimentos fortes. Podem ser negativas, fortalecendo o mal e cargas negativas, e podem ser positivas protegendo, atraindo boas energias. Locais sagrados, como santuários cristãos por exemplos, estão impregnados de mentalizações e fé dos devotos formando egrégoras poderosíssimas, e quando uma pessoa consegue canalizar essas energias para si, pode provocar o chamado milagre.
Uma frase bem interessante que encontrei que pode ilustrar bem esse  conceito da “afinidade de energias semelhantes" é de Johann Wolfgang von Goethe, escritor e pensador alemão, e diz.

“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar”

Todo mundo já sentiu alguma vez uma sensação desagradável vinda de repente ao entrar em determinados ambientes, acompanhada de incomodo e mal-estar. Se um ambiente está carregado com uma egrégora oposta aos nossos pensamentos o “choque” ocorrerá E também o contrario já deve ter acontecido: uma sensação agradável e de leveza ao entrar em contato com alguns lugares.
Devemos ter pensamentos e sentimentos positivos e equilibrados para criarmos nossa egrégora pessoal positiva, pois quando assim conectados o bem estará sempre conosco, ao contrário de quando estamos pesarosos, rancorosos, amargurados, que criamos ao nosso redor egrégora negativa que automaticamente vai se afinizar com pessoas e situações semelhantes, 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mandalas


Mandala é uma imagem circular composta por um padrão de formas que se repetem simetricamente em torno de um ponto central. É uma ferramenta para se conectar com o universo, um caminho para o autoconhecimento e aperfeiçoamento espiritual, inspirando serenidade. No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente. Seu campo de força modifica a nossa energia em vários níveis.

A palavra Mandala vem do sânscrito e significa "círculo”, usadas há milênios pelos povos orientais para expressar a experiência humana de contato com a energia divina. É um instrumento de contemplação do divino e da meditação. Representam o ritmo, movimento e harmonia que regem todo o Universo, a natureza e o próprio ser humano.

Para os hindus, a mandala é a reprodução da mente humana equilibrada. Meditar olhando para uma mandala pode reordenar os processos mentais, trazendo paz e soluções para conflitos internos.

Meditação com mandalas
Escolha uma mandala que te atraia, deixando-se levar pela sua intuição. Dizemos que na verdade não somos nós que escolhemos uma mandala e sim é ela que nos escolhe. Aquela que você sentir que é a sua preferida, assim deixe ser.
Sente-se confortavelmente com a coluna ereta diante da mandala escolhida, mantendo o centro da mandala na altura dos olhos.
Relaxe e apenas focalize sua atenção no centro, sem fazer qualquer esforço e sem esperar nada. Apenas mergulhe nela, sinta toda sua vibração.
Aceite sua intuição, desvie-se dos pensamentos e julgamentos, a mente não deve interferir e nem buscar respostas.
Medite por mais ou menos 15 minutos. Ao final proceda da maneira como você está acostumado em suas meditações.

Mandalaterapia
A pratica de desenhar e pintar mandalas é chamada de mandalaterapia, utilizada para levar o individuo ao encontro consigo mesmo, através do encontro com as cores, formas e símbolos mágicos e sagrados. Favorece a reflexão, a intuição e estimula a criatividade.
Os adultos, que na maioria das vezes, já está há tanto tempo esquecidos do prazer de se deixar levar pela brincadeira de desenhar e colorir, podem adotar a pratica como resgate da sua criança interior, para relaxar e aliviar-se das tensões do dia-a-dia.
Qualquer pessoa pode aderir à mandalaterapia. Se desenhar uma mandala lhe parece muito difícil, você pode imprimir uma imagem e pinta-la com lápis de cor, giz de cera, guache... e  ao final coloca-la num quadro e pendura-la na parede como um belo e barato objeto de decoração, ou utiliza-la para meditar.
Escolha entre os modelos abaixo uma que mais gostar. Clique com o botão direito do mouse e clique em “salvar imagem como” para salvá-la em seu computador.
No site abaixo você encontra mandalas em movimento onde você pode controlar a velocidade e as imagens. É um efeito muito bonito.

Uma boa pratica de mandalaterapia para você!














sexta-feira, 13 de junho de 2014

O gato e a espiritualidade

Eu que adoro gatos, achei um texto bem interessante que explica a relação entre o gato e a espiritualidade. Assim dá para compreender o porque de algumas atitudes desse animal misterioso. 

"Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Mantra Om Mani Padme Hum

Mantra é o objeto, um som sagrado que vai aquietando a sua mente e você entra em contato com aquilo que representa teu próprio ser. Pode ser mentalizado durante todo o dia este ou qualquer outro mantra, com concentração e foco.
O mantra mais forte e utilizado da tradição tibetana é o Om Mani Padme Hum (os tibetanos  pronunciam Om Mani Peme Hum). Em varias escolas de ocultismo, de meditação, de tantrismo,ele é  um dos mais poderosos mantras. Segundo Helena P. Blavatsky é associado à divindade da compaixão, da cura, Avalokitesvara, um paralelo à figura de Maria no catolicismo.
 Neste mantra a sílaba Om representa a presença física de todos os mestres de cura, todos os mestres de meditação. A palavra Mani simboliza aquilo que permite que se realizem vários anseios da alma e não do ego. Quando se pronuncia o Om se entra em totalidade com o Universo, Mani faz com que se torne uma pessoa verdadeira. A palavra Padme significa Lótus, a flor que nasce no lodo, nasce da sujeira, mas não se envolve com a sujeira; da mesma maneira nós devemos deixar desabrochar as qualidades positivas superando toda a negatividade que nos cercam. A sílaba Hum representa a mente iluminada, um grito de limpeza, tem um som de proteção, a libertação de tudo aquilo que não faz parte da nossa alma.
Om Mani Padme Hum gera compaixão, tolerância a todos os seres do mundo.
A vocalização ou a mentalização do Om, liberta de tudo aquilo que precisa ser libertado, é o som que afasta o apego. Os tibetanos acreditam que seja necessário concentração na vocalização do Om e não seja pronunciado mecanicamente, e embora seja expresso pela boca ou pela mente, o som vem do coração.
O Mani é o som da transformação, é considerado a jóia da mente ou a pedra filosofal, que nos dá a eternidade. Cria a união com todos os seres. Om Mani Padme Hum representa uma jóia brilhante, cintilante e perfeita.


Fonte :http://www.humaniversidade.com.br/mantram.htm

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Flor de Lótus


A flor de lótus ( Nelumbo Nucífera) é uma planta aquática que floresce sobre a água, da mesma família das ninfeáceas ( mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia, habitante de cursos de água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade.
No oriente a flor de lótus significa pureza espiritual. No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é a pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual. É simbolicamente associada à figura de Buda e aos seus ensinamentos. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.
Nas religiões asiáticas, a maior parte das divindades costumam surgir sentadas sobre uma flor de lótus durante o ato de meditação.
A flor de lótus fechada ou em botão é um simbolismo das infinitas possibilidades do Homem, enquanto que a flor aberta representa a criação do Universo.
Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua. 
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.

Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Namastê

Namastê é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa "curvo-me perante a ti", e expressa um grande sentimento de respeito, invoca a percepção de que todos os indivíduos compartilham da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo, portanto o termo e a ação possuem uma força pacificadora muito intensa.

Utilizado na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. No Ocidente a palavra Namastê geralmente é dita em conjunção com o gesto.

Alguns significados:
O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você."
"O divino em mim cumprimenta o divino em você."
"Eu saúdo o Deus dentro de você."


Conhecido pelos budistas como Anjali Mudra, consiste no ato de pressionar as palmas das mãos ante o coração e os dedos apontando para cima, no centro do peito. Inclina-se levemente a cabeça, fecham-se os olhos, curva-se a coluna em sinal de respeito à divindade que está presente em todos os espaços do Universo. O trazer as mãos em direção ao chakra do coração aumenta o fluxo do amor Divino, e arquear a cabeça e fechar os olhos ajuda a mente a render-se ao Divino no coração.

Pode-se fazer o Namastê a si próprio como uma técnica de meditação para atingir profundamente o chakra do coração.

O sinal também pode ser feito levando às mãos em frente ao ponto do terceiro olho e flexionando a cabeça em direção às mãos de olhos fechados e, em seguida, levando às mãos em frente ao coração.

Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão. Significa que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso agir e pensar estejam de acordo com a Verdade.

O gesto reconhece a fé na força da vida, na divindade, o Ser ou Deus que em “mim” é igual em todos. Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal, e devemos nos esforçar para manter essas duas forças em equilíbrio.