3 Vestindo o seu Poder: Obstáculos à meditação

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Obstáculos à meditação

Que meditar traz grandes benefícios à saúde e melhor qualidade de vida, quase todo mundo já sabe.  O que muita gente ainda acredita é que seja difícil meditar, que seja tarefa para poucas pessoas, que seja necessário estar ligado às religiões e filosofias orientais para a prática da meditação. Esses condicionamentos são na verdade obstáculos impostos pela mente inconsciente e/ou consciente, que impedem a pessoa de tentar uma nova experiência.
Mas quem já pratica a meditação há algum tempo também tem obstáculos com os quais lidar. A pessoa pode enumerar os mais variados possíveis: falta de tempo, falta de um lugar apropriado, falta de conhecimento adequado para praticar sozinho, preocupação com opinião alheia etc...
O texto abaixo enumera quatro grandes obstáculos à meditação. Apenas esteja atento(a) a eles, mas não se deixe desanimar e que eles não sejam desculpas para dificultar a sua prática.

Quatro grandes obstáculos à meditação:

1. A tendência para adormecer
2. A agitação e vaguear da mente
3 .Latências inconscientes da mente
4. Tendência para usufruir a quietude

1. O sono
O sono é um dos maiores obstáculos à meditação. A meditação é o momento em que muitos dormem e alguns ressonam.  O sono é, regra geral causado por cansaço físico ou mental. Deve-se por isso, preparar a meditação com descanso suficiente. O que se faz antes da meditação assume um papel determinante no evitar do sono.
Seguem algumas sugestões para evitar o sono ( seguindo a indicação do Swami Paramarthananda) :
·         Medite depois de tomar banho ou pelo menos depois de lavar o rosto e as mãos.
·         Medite quando o estômago não estiver demasiado cheio ou vazio.
·         Escolha um momento em que a mente esteja alerta.
·         Faça auto-sugestões, como por exemplo: “ Permaneço acordado e alerta”.
·         Não medite quando existe um déficit de sono.
·         Inicialmente faça sessões curtas de meditação de 15 a 20 minutos (eu diria que podem ser até menos que isso, se for dificil).

2. A agitação e o vaguear da mente
A mente tem uma tendência a se dispersar seja por objetos externos, que os sentidos reportam mas que deve ser evitada pelos primeiros passos na meditação, e por impressões internas. Em ambos os casos o exercício do desapego em relação ao que é percebido e do conhecimento assimilados devem-se fazer presente.
Meditar impõe um estado alerta, desperto e não um deixar-se levar.

3. Latências inconscientes da mente
Durante a meditação quando a mente encontra uma relativa quietude, as memórias, pensamentos e experiências não digeridas e expressas que se acumularam no inconsciente, emergem e manifestam-se podendo perturbar a meditação.
Entenda esses pensamentos que surgem como sendo do inconsciente e deixe-os passar sem resistência. Acolha-os reconhecendo que eles não tinham sido processados até então e agora são expressados, mas mantenha-se como uma simples testemunha.
Suprimir emoções e sentimentos é desaconselhável, pois esta pressão aparece como um obstáculo.

4. Usufruir a quietude e felicidade
A felicidade que o praticante tem enquanto tenta concentrar a sua mente, ele não deve usufruir, porque ele não deve se apegar àquele estado. Ele deve tornar-se um não apegado, a mente deve atingir o estado de equilíbrio, livre de atração pelo deleite. A idéia é que deve ser feita atingir a sua verdadeira natureza de consciência apenas.

Por Miguel Homem  originalmente em www.dharmabindu.com